Conheça as cidades mapeadas pelo projeto


Orla de São Sebastião de Boa Vista. Foto: Nailana Thiely.


Dentre as cidades mapeadas pelo projeto Letras que Flutuam, Curralinho e São Sebastião da Boa Vista são bem coloridas, e agitadas também. Aqui também os abridores utilizam outras técnicas e ferramentas, e a pistola tem presença marcante. Mestres e nova geração de pintores se encontram realizando as mesmas atividades.


Embarcação em Curralinho. Foto: Nailana Thiely,


Em Breves, encontramos diversos abridores de letras tradicionais. Nota-se, entretanto que muitos mesclam a atividade com o grafite. O grafite é utilizado na cidade para a pintura de fachadas comerciais e para a pintura de rabetas - canoas estreitas, de forma alongada, utilizada para transporte familiar. Lá e em outras cidades marajoaras a equipe deparou-se com uma rabeta mais curta, chamada de “casqueto”.


Ponta de Pedras foi a última cidade mapeada. É uma cidade próxima da capital, Belém, sendo mais urbana. Encontramos antigos abridores que ainda vivem dessa atividade, e sentimos bastante a presença da cultura marajoara no município. A cidade vive do açaí abastecendo as cidades mais próximas a ela e a capital.


Em Salvaterra os abridores entrevistados relataram que há poucos artistas no município, e que a pesca vem diminuindo muito, por isso a atividade de abertura de letras em barcos tornou-se escassa. Em função dessa realidade os artistas acabam sendo mais demandados para a pintura de fachadas.


Ponto comercial em Soure. Foto: Desiree Giusti


Em Soure os artistas informaram que embora haja mais abridores do que em Salvaterra, o serviço vem diminuindo, em função da redução da pesca motivada pela pesca de arrasto.


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